Sobre esse Diário


*Esse Blog é destinado àqueles que sentem o mundo “invisível”.
*Esse Blog é um diário de um homem comum que se permite pensar sem se importar com o persistente sistema de referência que poderia impedir o verdadeiro pensamento livre.
*Esse Blog tentará ligar o comum ao incomum, tentará desmistificar o místico, sem que este perca seu teor maravilhoso.
*Esse Blog não tem a intenção de esclarecer, mas de fazer pensar; com isso, tornar possível o ato do ‘questionar o aparentemente óbvio’.
*Esse Blog é um conjunto de textos e imagens variadas com o intuito de ilustrar uma idéia mais intrínseca no que se refere à existência. Contudo não é a intenção do autor ter a prepotência de afirmar definitivamente nada que corresponda a tudo que possa se referir ao ato de existir, viver, pensar ou crer. A intenção é unicamente divagar sobre esses mesmos temas, de modo que se possa levar ao ‘pensar livre’.
*Cada texto e ilustração aqui postados são de autoria de Suzo Bianco, e tem o intuito de relacionar ou expressar conceitos do que é denominado ‘mundo invisível’. Mundo invisível, nesse caso, é a realidade primária, aquela que é confundida com o que ‘não existe’ ou ‘fantástico’. Trata-se, no entanto, de perspectiva diferenciada. “Ver brilhos nas folhas, ao invés de ‘apenas’ orvalhos.” Mesmo sabendo do que são feitos ou como são formados.
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Texto sobre a visão e entendimento do que nos cerca.

O Calidoscópio Encantado
 
   É ainda bem estranho refletir sobre os tempos, como se os mesmos não fluíssem a minha volta, como uivos invisíveis soprados por algo que desconheço, e não obstante, faço parte. É mesmo assim esquisito não querer outra coisa além de saber o que é... Para ver se os gatos dos meus sonhos só existem lá... Famintos andarilhos que me observam atentos, como se eu fizesse parte daquele mundo indistinto. Não diferente daqui...
   Aonde insetos luminosos desconhecidos voam e flutuam rente a luz eterna da perpétua alvorada.
   Mas quando nasci o mundo todo era pra mim um calidoscópio encantado. Quanto mais o mexia e o tentava tocar, mais ele se misturava em si mesmo e se diferenciava aos meus olhos ingênuos e atentos... Ainda hoje é assim.
   É como se fosse um eterno acordar de um sonho estranho onde tento constantemente entendê-lo, enquanto o tempo voa a minha volta soando-me como uivo soprado por algo que desconheço. E também o canto à parte.
   É ainda bem esquisito não ser diferente de todos ao meu redor, que adormecidos caminham rumo ao ignorado fato que junto tememos tanto... A luz eterna da perpétua alvorada.
   Mas enquanto crescia eu descobria os nomes das inúmeras manchas do calidoscópio mágico, suas regras, seus sons, suas metas e seus sonhos... E mesmo que eu fosse um adormecido observador, eu também, daquilo tudo, fazia parte. À parte.
   Aonde peixes voadores expelidos pela boca grande do oceano de loucuras alcançavam o céu. O mesmo mundo que me abrasa com a solidão, e eu imerso dentre tanta solidez.
Agora eu entendo...
Não entendo nada.
Perfeitamente nada.
Como o mundo todo entende... Que pra se acontecer no fundo desse oceano louco, bastamos ser como aqueles peixes voadores dos meus sonhos, não nos é preciso entender absolutamente nada...


Suzo Bianco

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