É tão lento andar por essa terra.
Passo descalço, dislexo...
Desacreditado por verdades mentirosas que não lubrificam minhas algemas.
É insosso caminhar com rumo.
Rumo de boi cercado. Desacreditado.
Passo pesado e vagaroso.
O Sol lá encima arde-me cá embaixo. Cabisbaixo rumo meu ruminante rumo de boi comestível.
Desacelerado por mim mesmo.
Sem pressa. Sem peso.
É tão lento andar por essa terra.
Calado e falante sem ouvinte...
Manipulado por mãos invisíveis e agourentas que não acariciam minha carne.
Insossa, caminhada com rumo.
Rumo de gado calado. Quieto e jurado.
Mas vem-me a fome. E de chão a alimento torna-se e entendo.
Pasto.
Eu pasto.
Terra.
Eu terra.
Um dia. Entedio-me.
E enterro-me.
suzo bianco
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