Sobre esse Diário


*Esse Blog é destinado àqueles que sentem o mundo “invisível”.
*Esse Blog é um diário de um homem comum que se permite pensar sem se importar com o persistente sistema de referência que poderia impedir o verdadeiro pensamento livre.
*Esse Blog tentará ligar o comum ao incomum, tentará desmistificar o místico, sem que este perca seu teor maravilhoso.
*Esse Blog não tem a intenção de esclarecer, mas de fazer pensar; com isso, tornar possível o ato do ‘questionar o aparentemente óbvio’.
*Esse Blog é um conjunto de textos e imagens variadas com o intuito de ilustrar uma idéia mais intrínseca no que se refere à existência. Contudo não é a intenção do autor ter a prepotência de afirmar definitivamente nada que corresponda a tudo que possa se referir ao ato de existir, viver, pensar ou crer. A intenção é unicamente divagar sobre esses mesmos temas, de modo que se possa levar ao ‘pensar livre’.
*Cada texto e ilustração aqui postados são de autoria de Suzo Bianco, e tem o intuito de relacionar ou expressar conceitos do que é denominado ‘mundo invisível’. Mundo invisível, nesse caso, é a realidade primária, aquela que é confundida com o que ‘não existe’ ou ‘fantástico’. Trata-se, no entanto, de perspectiva diferenciada. “Ver brilhos nas folhas, ao invés de ‘apenas’ orvalhos.” Mesmo sabendo do que são feitos ou como são formados.
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Avatar de 3/02/2012

Referência a Pan:
ver em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A3_(mitologia)

Poema
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Depois do Outono


E na verdade sinto
Que nunca mais voltou.
Nem depois do outono
Que caiu...
Após os suspiros
Que nem me lembro mais se um dia existiram.
Varreram-se as ruas,
As folhas...

A correnteza ficou,
A azulada versão do mundo
Junto...
Debaixo do travesseiro.
Onde as luzes do carnaval
Gotejam diante dos meus olhos...

Mas se esse sonho pudesse-se melhor
Eu não sentiria as asas da amarga ventania a me sacudir,
De onde tento me excluir
Esquecendo minhas lembranças...

Mas na verdade sinto que nunca mais voltou.
Nem depois do outono
Que caiu...
Após os suspiros
Que nem me lembro mais se um dia existiram.

Hoje as nuvens me cegam
Meus pés me levitam
Meu corpo se rende à imaginação...
À azulada versão do mundo

Juro... Acima da minha terra
Onde não há tenda nem mágicos
Não há palmas nem magos
Nem músicas de realejos encantados

Nem pássaros enigmáticos

Após aqueles antigos suspiros
Não houve mais nada...
E na verdade apenas sinto que nada mais voltou.
Nem depois do outono
Que caiu...
Após os suspiros
Que nem me lembro mais se um dia existiram...



suzo bianco

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